12 de Maio, dia Internacional da Enfermagem

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Conheça os profissionais que integram as equipes de Enfermagem

Uma das essências da enfermagem é o trabalho coletivo. Afinal, não é possível imaginar uma instituição hospitalar que não tenha a presença de profissionais que, em geral, atuam juntos para proporcionar o bem-estar e o acolhimento dos pacientes. Difundida como a “ciência do cuidar”, a enfermagem tem como foco a assistência ao tratamento de doenças e a implementação de planos de cuidado e trata-se de uma atividade baseada na ética e nos bons valores. 

Diante da evolução e da popularidade da profissão, atuar em equipes de enfermagem se tornou uma ótima opção para pessoas que se identificam com a área da saúde e buscam por novas oportunidades. No entanto, muitas ainda têm dificuldade em saber diferenciar cada profissão, principalmente no que diz respeito à diferença entre auxiliar e técnico em enfermagem.

Por isso, nesta publicação, vamos explicar um pouco sobre o funcionamento delas e quais são suas respectivas áreas de atuação. Confira!

ENFERMEIRO

Formação: Graduação — Nível Superior

Trabalha com a organização, a direção, o planejamento, a coordenação, a execução e a avaliação dos serviços de assistência de enfermagem.

Esse profissional é o que prescreve a assistência de enfermagem e trata dos cuidados aos pacientes mais graves com risco de vida e com maior complexidade. Também é válido destacar que a atuação do enfermeiro não é limitada aos órgãos de saúde como hospitais, clínicas e postos de atendimento. Ele também pode trabalhar com atendimento em domicílio ou empresas privadas.

De acordo com o art. 8 da Lei nº 7.498/1986, entre outras é função do ENFERMEIRO:

“a) direção do órgão de Enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde, pública ou privada, e chefia de serviço e de unidade de Enfermagem;

b) organização e direção dos serviços de Enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços;

c) planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de Enfermagem;

d) consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de Enfermagem;

e) consulta de Enfermagem;

f) prescrição da assistência de Enfermagem;

g) cuidados diretos de Enfermagem a pacientes graves com risco de vida;

h) cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas;

II – como integrante da equipe de saúde:

a) participação no planejamento, execução e avaliação da programação de saúde;

b) participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde;

c) prescrição de medicamentos previamente estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde;

d) participação em projetos de construção ou reforma de unidades de internação;

e) prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar, inclusive como membro das respectivas comissões;

f) participação na elaboração de medidas de prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados aos pacientes durante a assistência de Enfermagem;

g) participação na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral e nos programas de vigilância epidemiológica;

Profissionais da enfermagem em atividade

TÉCNICO EM ENFERMAGEM

Formação: Técnico — Nível Médio/ Técnico

Esse profissional se envolve na orientação e no acompanhamento do trabalho do enfermeiro. Em grau auxiliar e sob supervisão, ele participa das equipes de enfermagem por meio do planejamento e execução de ações assistenciais. O profissional pode atuar em hospitais, clínicas, ambulatórios, empresas e outros espaços de saúde.

Algumas de suas funções incluem:

  • Auxiliar o enfermeiro na programação, planejamento, supervisão e orientação das tarefas de Enfermagem;
  • Prestar assistência direta aos pacientes que estão em estado mais grave;
  • Atuar no controle e prevenção de patologias transmissíveis em programas do Governo de controle epidemiológico;
  • Participar de programas e treinamentos para a prevenção de infecção hospitalar;
  • Atuar diretamente na prevenção de danos físicos durante o manejo e a assistência aos pacientes.

Com a duração de dois anos, divididos em aulas teóricas e práticas, o curso permite que o aluno realize participações em ações com a comunidade e estágio obrigatório. Com este, o indivíduo se torna apto para a vivência da profissão com aulas feitas diretamente em hospitais conveniados sob supervisão de professor enfermeiro em tempo integral.

Onde estudar: Instituições de Ensino Técnico

AUXILIAR EM ENFERMAGEM

Formação: Auxiliar — Nível Médio

Esse profissional é um dos integrantes das equipes de enfermagem. Ele exerce serviços auxiliares de enfermagem sob supervisão e participa, em nível de execução simples, de processos de tratamento. Dentre suas funções, deve observar, reconhecer e descrever sintomas e sinais, realizando ações de tratamento simples, cuidados de higiene e conforto ao paciente. Além disso, cabe ao auxiliar de enfermagem:

  • Fazer a preparação do paciente para exames, tratamentos e consultas;
  • Reconhecer o nível de gravidade de sintomas e doenças e descrever seus sinais;
  • Realizar tratamentos aos pacientes que foram prescritos especificamente;
  • Ministrar medicamentos nos pacientes tanto por via oral quanto por parenteral;
  • Fazer controle hídrico de pacientes;
  • Realizar curativos;
  • Efetuar técnicas de nebulização, enema de calor ou frio, oxigenoterapia etc.;
  • Participar de programas para o controle epidemiológico;
  • Aplicar vacinas, bem como sua devida conservação;
  • Efetuar testes para auxiliar no diagnóstico do médico;
  • Fazer a coleta de material para exames de laboratório;
  • Prestar auxílio no pré e no pós-operatório aos pacientes;
  • Auxiliar os médicos em cirurgias, fazendo a instrumentação cirúrgica se houver necessidade;
  • Zelar pela segurança, conforto e higiene do paciente, alimentando-o e banhando-o se houver necessidade;
  • Cuidar para que os materiais e equipamentos do hospital estejam sempre limpos e organizados;
  • Participar de treinamentos que o capacitem a orientar os pacientes no que diz respeito ao cumprimento adequado das prescrições médicas e de enfermagem;
  • Prestar auxílio ao Técnico em Enfermagem ou ao Enfermeiro na elaboração de programas que eduquem os pacientes quanto a questões de saúde;
  • Realizar tarefas que auxiliem na alta dos pacientes;
  • Efetuar alguns tipos de procedimentos pós-morte.

Onde estudar: por meio da legislação (Decreto N° 2.208/1997), não existe mais a formação para habilitação profissional de auxiliar de enfermagem. Assim sendo, ela passa a integrar o itinerário de profissionalização e habilitação do Técnico em Enfermagem.

PARTEIRAS E DOULAS 

Ainda que exerçam atividades na mesma área e possam participar das equipes de enfermagem, existem algumas diferenças entre as funções das doulas e das parteiras. Ambas atuam no campo da obstetrícia e prestam assistência e acompanhamento às mulheres em trabalho de parto, pós-parto ou pré-natal. São pessoas habilitadas que oferecem apoio físico e emocional à paciente.

No entanto, há diferenças entre as exigências de ensino para a atuação. O curso de formação de parteiras no Brasil foi extinto (Lei N° 775/1949) quando a profissão foi incorporada aos cursos de enfermagem com especialização em assistência obstétrica, ou seja, essas profissionais devem ter curso superior.

Já o trabalho da doula não é regulamentado como profissão, ainda que o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimulem a atividade. Além do suporte físico e psicológico, elas orientam os pais sobre certos procedimentos considerados desnecessários ou invasivos. 

Tanto as parteiras como as doulas têm funções importantes no auxílio à nova mamãe. Algumas pesquisas concluíram que elas podem:

  • Diminuir em até 40% o uso do fórceps;
  • Reduzir a incidência de infecção durante o parto;
  • Abrandar a insegurança da nova mãe, fazendo com que ela tenha maior controle sobre a dor do parto;
  • Diminuir o risco da depressão pós-parto;
  • Melhorar o processo de amamentação;
  • Aumentar a autoestima da mãe;
  • Diminuir as chances de experiências traumáticas no parto;
  • Contribuir para que o bebê tenha alta hospitalar mais rapidamente;
  • Reduzir em até 50% as taxas de cesárea;
  • Diminuir o tempo de duração do trabalho de parto;
  • Reduzir a utilização de medicamentos para induzir o parto, como a Ocitocina;
  • Diminuir a administração de anestesia em partos normais;
  • Reduzir o tempo de internação da mãe, contribuindo para que os leitos tenham maior rotatividade.

O mercado para os profissionais de enfermagem

O mercado para os profissionais de enfermagem é muito vasto e repleto de possibilidades. Assim, os profissionais de enfermagem desenvolvem suas habilidades em várias áreas como:
– Home Care (ou Assistência Domiciliar)
– Centros de Saúde 
– Instituições de Ensino
– Clínicas e Hospitais

Agora que você já sabe a diferença entre os profissionais da enfermagem, não deixe de compartilhar nossa publicação nas suas redes sociais para que mais pessoas tenham acesso a informação!

Por: www.escoladapaz.com.br/blog

Jussier Leite Silva – Eng. Ambiental, Eng. de Segurança e Medicina do Trabalho

 

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