Importados ilegalmente do Brasil, produtos variados são vendidos ao ar livre no Paraguai durante a pandemia ;

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Entidades denunciaram a Marinha paraguaia de que estaria permitindo a entrada ilegal de produtos e pessoas no Paraguai pelo Rio Paraná. De acordo com representantes destas entidades, já foi possível identificar por onde as mercadorias ilegais estão entrando. No entanto, as forças de segurança e fiscalização paraguaia não estão agindo para inibir os crimes.

Produtos brasileiros como ovos, frangos, embutidos, entre outros, que passaram de forma ilegal pelo Rio Paraná, eram vendidos ao ar livre em Ciudad del Este na manhã de quinta-feira, 21. De acordo do Rodrigo Alderete, representante da Avipar, (entidade que representa o setor de aves em Ciudad del Este) foram identificados pelo menos 20 portos clandestinos por onde entram esses produtos.

Para o Jornal Última Hora, Alderete denuncia que existe cumplicidade entre contrabandistas com agentes das patrulhas militares da Marinha paraguaia, responsável pela fiscalização. O advogado Édgar Cuevas, que representa a área anticontrabando da União Industrial Paraguaia reforça a denúncia. “As instituições nem sequer intervém nos carregamentos de produtos contrabandeados no Paraguai” afirma o Última Hora.

Além da Marinha, os representantes das entidades também denunciam a participação de agentes de outras instituições de controle como Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Vegetal e o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal. Essas instituições são responsáveis dos controles na fronteira e dentro do Paraguai sobre o tráfico de mercadorias.

Nelson Fleitas, administrador das Aduanas em Ciudad del Este, disse que foi feita proposta para as entidades. O objetivo era que cada uma enviasse um representante para acompanhar o controle na zona primária da Ponte da Amizade. No entanto, de acordo com ele, ninguém foi enviado.

Já o comandante da Marinha Paraguaia, Walter Díaz, disse que o problema é com o Brasil. “Temos um problema com o Brasil, que não restringe a presença de pescadores no lado brasileiro. Essas embarcações também são potenciais responsáveis da passagem de mercadorias e pessoas, mas ao podemos fazer nada, por que estão no lado brasileiro” disse ele.

Fonte: Jornal Última Hora Py

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