Repensando o setor de revenda de combustíveis e o desabafo de um revendedor em busca de união

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Tenho somente 10 anos de revenda de combustíveis e sempre escutei de outros revendedores, “donos da operação” ou ainda, aos mais antigos, simplesmente “posteiros”, contando como eram os relacionamentos e postura comercial no passado, suas tratativas e negociações.
Fato é, que o mercado mudou, as companhias de combustíveis mudaram e se adaptaram ao modelo atual de negociação capitalista. E o revendedor? Não em sua totalidade, mas uma boa parcela dela, ainda não entendeu o caminho sem volta que este mercado tomou e mais complicado ainda se tornará.


Arrisco dizer que este mercado mudou mais nos últimos 2 anos, que em toda a história deste segmento neste país, quando falamos de revenda de combustíveis.


Diversas são as mudanças, entre elas podemos citar as formas de pagamentos através de aplicativos (viramos uma extensão da cia, trabalhamos para ela e ainda as pagamos), cartões frete (idem), contratos (leoninos) junto a companhias, um consumidor mais exigente, prostituição do mercado revendedor, falta de segurança jurídica, falta de representatividade, dificuldade de mão de obra, órgãos fiscalizadores mais exigentes, entendimento da flutuação de preços acompanhando mercado externo, políticas governamentais, dentre outros complicadores que forçam o revendedor a buscar qualificação diária como nunca visto antes para “SE MANTER” neste mercado.


Em suma, o “Dono de posto” ou “Posteiro” tem data certa para o seu fim. Nasce o revendedor, profissional de mercado que mesmo com todo o conhecimento é extorquido diariamente pelo sistema implantado e ainda taxado de bandido pela sociedade, mérito esse do sistema que nos arremessa contra a sociedade.


Só existe um caminho, a união para gerar uma onda positiva contra grandes players no mercado e bater de frente contra o sistema.


O que quero dizer e onde quero chegar. Estamos sendo diariamente explorados em todas as pontas, com sócios ocultos nos cartões crédito, debito e frota que cobram taxas abusivas, trabalhando com nosso dinheiro por período determinado (até 40 dias), e ainda, os remuneramos com taxas cobradas (sensacional um negócio como esse não é mesmo).


O que me diz das companhias de petróleo que nos deixam cada vez mais reféns de contratos “leoninos e abusivos”, por vezes sendo renovados, pois ao termino do mesmo o revendedor está totalmente descapitalizado pois vinha sendo sangrado ao longo dos anos e virou refém do sistema não conseguindo mais sair, no máximo mudar de bandeira.


O que me diz dos aplicativos de pagamento das companhias, que monitoram e capturam toda a nossa venda e base de clientes (não nos dando acesso ao mesmo) e ainda pagamos por isso e o dia que resolver sair direcionam seu cliente ao posto “parceiro” mais próximo?

Até quando? Até que juntos possamos combater esse modelo implantado “goela” abaixo.


Juntos temos os clientes. Juntos temos o volume. Juntos temos força para virar este jogo e ditar a regra. Juntos podemos fazer a diferença. Somente juntos, mediados por mentores de qualidade e com objetivos perenes em comum, deixando diferenças e vaidades de lado, pensando coletivamente iremos mudar este jogo.


Percebam que o sistema ora montado é de nos jogar um contra o outro.
Ou enxergamos isso e iniciamos a mudança partindo de todos nós, caso contrário meus amigos revendedores, continuaremos reféns de um novo sistema ditatorial capitalista (ditatorial em relação a nos e capitalista em relação a eles) implantado ao longo dos anos e despercebido pela revenda.

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