Ponte da Amizade dependerá de avaliação epidemiológica para abertura

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A abertura da fronteira entre o Brasil e o Paraguai não tem data, tudo vai depender da situação epidemiológica, tanto em Foz do Iguaçu quanto na cidade paraguaia de Ciudad del Este para tomar uma decisão. Da Saúde Pública percebe-se o delicado momento econômico que vive a região e a sua grande dependência da abertura da Ponte da Amizade.

O médico Hugo Kunzle, diretor da Décima Região Sanitária no Paraguai, disse que espera que os números ajudem a abrir a fronteira. Ele ressaltou que depende muito da própria comunidade, no sentido de cumprir o protocolo de saúde, achatando a curva de contágio, para sentar e analisar a situação.

No momento, ainda está sendo analisado se a fase 0,5 da quarentena restritiva com permissão para trabalhar das 5h às 17h será prolongada ou não. “Está sendo analisada. A verdade é que estamos preocupados com esse momento no departamento, não podemos ignorar isso, o ambiente de trabalho de toda a nossa comunidade”.

Ele explicou que está para ser feita uma análise dos casos e pode ser sustentada de acordo com os números que estão a ser obtidos. “A realidade também é que temos que mudar de novo, a população tem que voltar a trabalhar e espero que a ponte também abra em breve, porque 90% das lojas e a mobilidade do departamento dependem disso”.

O médico acrescentou que as reuniões de planejamento continuam para ter um protocolo de saúde pronto a ser aplicado na fronteira para que, quando chegar a hora, não seja motivo de demora. “Você tem que ter tudo pronto para quando a ponte puder ser aberta”.

No momento certo

Kunzle disse ser a favor da abertura da ponte, mas que a população não pode ser colocada em risco, e que devem ser providenciadas as condições adequadas para que isso ocorra. “Somos a favor, mas na hora certa. Claro que somos a favor, conhecemos a realidade dessa região, moramos no departamento de Alto Paraná, aqui em Ciudad del Este, ninguém vai vir ensinar como anda a economia”, destacou.

Acrescentou que a crise econômica gerada pelo fechamento da fronteira o afeta também como médico, porque mais pessoas saem do serviço privado para irem ao serviço público de saúde, aumentando o número de consultas em todos os serviços, pela simples razão de que o as pessoas já não têm condições de pagar seguros privados.

“O número de consultas diminuiu no setor privado, a carga nos hospitais públicos aumentou notavelmente. Anteriormente, as pessoas iam ao IPS ou a um serviço pré-pago; agora não, ele vai para centros públicos”, acrescentou.

Kunzle esclareceu que porque há uma necessidade, a fronteira será aberta, mas deve ser resultado de uma série de fatores e o principal deles é o saneamento. “A abertura da ponte deve ser bem planejada com os órgãos correspondentes como estamos fazendo, várias reuniões que já tivemos com os colegas da segurança, os militares, a Prefeitura, o Governo e desde maio estamos nos reunindo com os comerciantes, então acho que está chegando algo positivo para o departamento. Esperemos que os números nos acompanhem, depende muito dos cidadãos”, finalizou. 

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