Lojistas paraguaios se rebelam e expulsam fiscais que queriam apreender roupas no momento de crise.

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“Nós esperamos que o governo venha abrir a fronteira e anunciar apoio, não que venha ‘pelar’ uma loja que está tentando sobreviver e pagar suas contas” protestou proprietário.Lojistas de Salto del Guaíra, no Paraguai, na fronteira com Mato Grosso do Sul, expulsaram fiscais de Ciudad del Este e não permitiram a apreensão de mercadorias suspeitas de terem entrado no país de forma ilegal. Os fiscais precisaram sair escoltados pela polícia paraguaia após o protesto dos comerciantes, que negaram ilegalidade.Segundo as informações, a loja de roupas de uma família conhecida na cidade recebeu a visita dos fiscais por volta das 9h da manhã.

O grupo de fiscais, comandados pela Fiscal Nilsa Torales, de Ciudad del este, acusou a loja de ter contrabandeado as roupas e anunciou a apreensão. Porém, imagens dos fiscais circularam rapidamente nas redes sociais e vários outros comerciantes se reuniram na loja para impedir a apreensão.Os manifestantes exigiram que todos os fiscais se retirassem do local imediatamente. No início houve ameaça de intervenção policial para garantir o trabalho dos fiscais. Mas em poucos minutos, mais de 500 pessoas se aglomeraram em frente a loja, e passaram a pressionar ainda mais as autoridades. Eles advertiam que não era pra realizar nenhuma apreensão de mercadorias.

O prefeito da cidade, Carlos César Haitter foi até o local, acompanhado de vereadores, e qualificou a intervenção como totalmente inoportuna para o momento. “Isso é um golpe final para uma cidade que está agonizando” disse ele. “Ninguém é a favor do ilegal, mas vir em plena pandemia ‘pelar’ um negócio é totalmente fora da racionalidade” lamentou o prefeito.

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