Furto e roubo de carros estrangeiros cresceu quase 30% em Foz do Iguaçu

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Os veículos com placas estrangeiras voltaram a ser alvo de criminosos em Foz do Iguaçu. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP) mostram que em 2020, 180 automóveis paraguaios ou argentinos foram furtados ou roubados na cidade. Em 2021 este número saltou para 247. Os registros apontam um crescimento de 27,2%. Neste ano já foram contabilizadas quase 40 ocorrências. 


Os carros paraguaios são os preferidos dos bandidos. Para tentar reprimir esses crimes, equipes de segurança de Foz e Ciudad del Este trabalham juntas. De acordo com o Ministério Público do país vizinho, há suspeita de que haja uma quadrilha envolvida nas ações. 


A logística do crime já é conhecida pela polícia. Investigações aponta que os bandidos selecionam os alvos ainda no Paraguai e os seguem até o Brasil, onde são subtraídos em estacionamentos ou na rua e levados de volta ao país de origem. 


Muitos dos veículos furtados ou roubados são trocados posteriormente por armas e drogas, ou vendidos a preços muito abaixo do mercado para a retirada de peças. Em abril do ano passado a Polícia Nacional realizou uma série de operações em Ciudad del Este e região e conseguiu identificar alguns suspeitos e o modus operandi do grupo. Desde então, outras várias ações vêm sendo desenvolvidas com o apoio do Comando Tripartite. 


“Os criminosos primeiro estudam seu alvo, seguem para o outro país e, uma vez que os donos estacionam o carro e saem, eles aproveitam para quebrar o vidro, ligá-lo com uma chave mestra ou qualquer outra ferramenta e o conduzem de volta ao Paraguai, onde o oferecem a um preço baixo”, explicou o delegado da Polícia Nacional, Justo Galeano. 


Em posse das quadrilhas, boa parte dos automóveis tem o chassi adulterado, placas trocadas e ganham uma pintura diferente da original, tudo para enganar a fiscalização. Até documentos falsos são forjados pelos bandidos para que a venda ocorra sem desconfiança. Muitos compradores acabam adquirindo os carros sem saber que se tratam de produtos de furto ou roubo. 


“Para fazer com que tudo pareça legal e não levantar suspeitas, a quadrilha faz um contrato particular que tem a assinatura forjada do dono, um green card e um crachá para fechar o negócio com um comprador”, alertou o delegado Galeano. 


A polícia ressalta que para aumentar as chances de reaver o bem furtado ou roubado é importante registrar o boletim de ocorrência no Brasil e no Paraguai. Dessa forma as informações são cruzadas e o trabalho é intensificado. Para se ter uma ideia, de acordo com a Polícia Nacional, pelo menos 60% dos veículos roubados em Foz são recuperados em Ciudad del Este quando os proprietários prestam em ambas as cidades. 

Operações integradas
Equipes da Polícia Nacional do Paraguai, Gerdamería Argentina, e policiais Federal e Rodoviária Federal do Brasil estão unidas em uma operação de combate à criminalidade na Tríplice Fronteira, sob o controle do Comando Tripartite. 


A cada semana os agentes montam um ponto de bloqueio em um ponto estratégico nas cidades de Puerto Iguazú, Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. Nestes locais são abordados veículos e pessoas em busca de ações de tráfico, contrabando e descaminho. As operações também têm contribuído para identificar foragidos da Justiça e veículos furtados ou roubados.  

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