Força de Prontidão do 34° BIMec participa de treinamento intensivo com blindados

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As tropas da Força de Prontidão do 34° Batalhão de Infantaria Mecanizado (34° BIMec) participam nesta semana de um treinamento intensivo com o uso dos blindados Guarani. A ação, que iniciou no Centro de Convenções, conta também com a presença de militares do 33° BIMec de Cascavel; e 30° BIMec de Apucarana. Os três batalhões pertencem a 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada com sede em Cascavel.


Os moradores de Foz do iguaçu acompanharam ontem (7) o deslocamento dos veículos Guaranis, que percorreram as principais vias da fronteira, escoltados por equipes da Guarda Municipal. Ao todo, foram deslocadas 24 viaturas blindadas. 


A ação integra o encerramento da fase de preparação para o 3° ciclo da Força de Prontidão, que tem como objetivo preparar os militares para missões reais de combate convencional, operações de garantia da lei e da ordem, além de operações interagências, como a Muralha e Ágata por exemplo. 


O adestramento teve início na segunda-feira (6) e segue até sábado (11), com o envolvimento de 700 militares. “Para estarem em condições de defender a Pátria, as tropas do Exército Brasileiro precisam estar em permanente estado de prontidão. Por isso são testadas, avaliadas e certificadas”, explicou a assessoria de comunicação do 34° BIMec. 


Para receber a certificação oficial como Força de Prontidão, as tropas devem passar obrigatoriamente por três fases. A primeira delas engloba a preparação dos soldados, que recebem diversas instruções teóricas e práticas sobre como agir em campo e como construir estratégias individuais e em conjunto. 


Nesta etapa as equipes fazem estudos e planejamentos, simulando situações de guerra, com ataques, resgates e proteção. É preciso conhecer o local de atuação, possíveis formas de ataque do “inimigo”, e ações de defesa. São ministrados treinos de tiro, primeiros socorros, camuflagem e outros. 


A segunda fase é chamada de certificação. Nela ocorrem simulações de combates reais. Esta etapa é dividida em três subfases: a simulação construtiva, a simulação virtual e o exercício de campanha. Na simulação construtiva, também chamada de Jogo de Guerra, utiliza-se uma ferramenta denominada de “Programa de Combater”, um software que simula problemas militares e faz o papel do inimigo. 


A segunda subfase simula o combate que as tropas teriam nos seus níveis por meio de outro programa computacional, o virtual battlespace 3 (VBS 3).  A última subfase é a oportunidade em que toda a tropa irá ao terreno aplicar os aprendizados. “No terreno as tropas executam tudo o que foi planejado, sob o olhar do observador e controlador do adestramento, que é auxiliado por um dispositivo de simulação de engajamento tático, uma tecnologia capaz de fornecer relatórios das manobras executadas pelas equipes, armas usadas, além do número de ‘mortos e feridos’”, detalhou a assessoria do Exército. 


A última fase é denominada prontidão e ocorre logo após o encerramento da certificação e análise pós ação (APA). A partir daí as tropas estão aptas a atuarem em combates reais em caso de necessidade.

Nesta etapa as tropas entram em um período de cerca de oito meses em que devem manter os padrões alcançados por meio de exercícios diversos, permanecendo em condições de emprego com o melhor de suas capacidades. 

Sistema de prontidão
Com o avanço da tecnologia, as forças armadas ganharam ferramentas de simulação de combate com o uso de programas computacionais e dispositivos de realidade virtual. Por meio disso, as forças terrestres optaram nos últimos anos por sistematizar a preparação das tropas de prontidão, criando o Sistema de Prontidão Operacional da Força Terrestre (SISPRON). 


O sistema visa implantar uma metodologia única e, comprovadamente efetiva, que possa ser empregada no treinamento militar. O objetivo é manter as tropas sempre preparadas para ações de defesa externa e salvaguarda. 


O SISPRON é composto atualmente pelas Forças de Prontidão (FORPRON), que são comandos da Divisão de Exército, e brigadas selecionadas por sua localização estratégica, como a 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, que atua no Oeste do Paraná. 

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